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Geografia, 19.02.2021 04:50 tokioruiva

Consumo, Consumismo e seus impactos no Meio Ambiente Eduardo Bernhardt

O ato de consumo em si não é um problema. O consumo é necessário à vida e à sobrevivência de toda e

qualquer espécie. Para respirar precisamos consumir o ar; para nos mantermos hidratados, temos que consumir

√°gua; para crescermos e nos mantermos saud√°veis, necessitamos de alimentos. O mesmo acontece com outras

espécies que compartilham este planeta conosco. São atos naturais que sempre existiram e que precisamos para

nos mantermos vivos. O problema é quando o consumo de bens e serviços acontece de forma exagerada, levando

à exploração excessiva dos recursos naturais e interferindo no equilíbrio estabelecido do planeta. Relatórios de

respeitadas organiza√ß√Ķes ambientais defendem que n√≥s, seres humanos, j√° estamos consumindo mais do que a

capacidade do planeta de se regenerar, alterando o equilíbrio da Terra. Segundo o relatório Planeta Vivo (WWF,

2008), a população mundial já consome 30% a mais do que o planeta consegue repor. Outro relatório, o Estado

do Mundo 2010, do World Watch Institute (WWI) coloca que hoje extra√≠mos anualmente 60 bilh√Ķes de toneladas

de recursos naturais. Isto representa 50% a mais do que extraíamos 30 anos atrás.

√Č verdade que a popula√ß√£o mundial cresceu muito desde sua exist√™ncia. No s√©culo XVIII (durante a revolu√ß√£o

industrial) √©ramos cerca de 750 milh√Ķes de habitantes. Hoje, somos 7,6 bilh√Ķes de seres humanos na Terra. E

segundo a Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas (ONU), a popula√ß√£o mundial deve chegar a 8,6 bilh√Ķes de habitantes

até 2030. Isso naturalmente proporciona um aumento no consumo dos recursos do planeta. No entanto, esse

consumo é extremamente desigual. Enquanto uns consomem muito mais do que suas necessidades básicas,

outros sofrem com a falta de recursos. De acordo com o mesmo relatório do WWI (2010), um estudo do ecologista

Stephen Pacala, da Universidade de Princeton, sobre a emiss√£o de g√°s carb√īnico na atmosfera, revela que as

500 milh√Ķes de pessoas mais ricas do planeta (7% da popula√ß√£o mundial) s√£o respons√°veis pela emiss√£o de 50%

do g√°s carb√īnico, enquanto tr√™s bilh√Ķes de pessoas mais pobres s√£o respons√°veis por apenas 6% das emiss√Ķes

deste g√°s. Neste caso, o g√°s carb√īnico pode ser usado como refer√™ncia para expressar a produ√ß√£o e o consumo

de bens e servi√ßos. Assim, os n√ļmeros mostram que, embora a popula√ß√£o mundial tenha crescido muito, a

desigualdade social e o consumo excessivo de uma pequena parcela da população são os principais agravantes.

Consumo influencia lixo e exploração de recursos naturais
Um outro problema, além da exploração do planeta, é a produção de lixo, os restos gerados diariamente pela

sociedade. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2018 nosso País produziu cerca de 79

milh√Ķes de toneladas de RSU (Res√≠duos S√≥lidos Urbanos). Cerca de 51% deste res√≠duo √© mat√©ria org√Ęnica, isto

é comida, alimento. Os outros 49% é composta por materiais de todo tipo, como plástico, vidro, alumínio, papel,

tecidos (como roupas velhas), borracha etc.. Essa quantidade monumental de lixo provoca um grande impacto

socioambiental, especialmente se considerarmos que a maioria das cidades brasileiras não possui um depósito

adequado para o mesmo.

A questão que temos que colocar aqui é: de quem é a responsabilidade pelo descarte desta quantidade

monumental de res√≠duos, em especial as embalagens? A resposta mais simples seria dizer que todos n√≥s ‚Äď

Sociedade, Governo e Empresas ‚Äď somos respons√°veis. Mas, cada um destes atores possuem responsabilidades

diferentes neste processo.

Há uma pandemia mundial sem precedentes na história da humanidade e que aproveitou a globalização para

se expandir e entranhar em quase todas as sociedades: o consumismo. S√£o bilh√Ķes de pessoas que em algum

momento perderam a racionalidade do ato de comprar e passaram a fazer deste o (des) caminho para a felicidade.

Mas não é possível negar a natureza humana e somente seremos felizes quando alcançarmos alguns dos reais

valores de nossa existência: amor, amizade, paz, serenidade, alegria de viver. A suposta felicidade trazida pela

aquisição de bens é pueril, transitória e acaba por nos levar a um círculo vicioso sem fim de compra-felicidade-

frustração-compra-felicidade-frus tração… A animação de Steve Cutts consegue ilustrar muito bem esse grave

problema social em apenas 4 minutos e é preciso assistir de coração e mente abertos para que a mensagem

chegue aos dois de forma a inspirar mudan√ßas ou reafirmar convic√ß√Ķes. Para adultos: Ser √© mais importante do

que ter. Para crianças: Brincar é melhor que comprar. Para todos: felicidade não se compra!
.
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Após a leitura do texto de Eduardo Bernhardt, faça uma redação sobre o consumismo e os impactos

ao meio ambiente. (mínimo 25 linhas, máximo 30)
‚Äč

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Geografia, 15.08.2019 00:46
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Por que é possivel dizer que a economia da frança depende fortemente da união europeia ?
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Preciso de uma conclusão sobre geopolítica do petróleo
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Consumo, Consumismo e seus impactos no Meio Ambiente Eduardo Bernhardt

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